Quando o espaço em casa começa a faltar, alugar um espaço à parte para guardar objetos que não cabem parece, à primeira vista, uma solução simples. Basta levar as coisas para lá e o problema parece resolvido, pelo menos por enquanto, sem mais complicações imediatas.
Uma pausa antes de decidir
Antes de tomar essa decisão, vale a pena parar um momento e pensar se os objetos que se pretende guardar são realmente necessários, ou se simplesmente foram adiados numa decisão mais difícil sobre o que fazer com eles. Esta pergunta simples pode poupar bastante trabalho mais tarde.
Muitas vezes, aquilo que se pensa guardar só temporariamente acaba por ficar ali indefinidamente, sem que ninguém volte a pensar nesses objetos durante muito tempo. Nesses casos, talvez fizesse mais sentido decidir logo o que fazer com eles, em vez de adiar a decisão para outro momento.
Antes de recorrer a este tipo de solução, pode ser útil rever primeiro o que já existe em casa, para perceber se uma melhor organização dos espaços disponíveis não resolveria parte do problema sem necessidade de procurar mais espaço fora de casa.
Quando a decisão de guardar objetos fora de casa parece realmente justificada, convém pelo menos manter uma lista simples do que lá foi colocado, para não esquecer o que existe nem repetir compras de coisas que já se possui, apenas esquecidas nesse espaço.
Com esta reflexão prévia, evita-se acumular objetos indefinidamente fora de casa, e cada decisão sobre o que guardar passa a ser mais consciente do que um simples adiamento do problema original.
Também pode ajudar definir, desde o início, uma altura certa para rever o que ali foi colocado, em vez de deixar essa avaliação para um momento indefinido no futuro. Assim, o espaço extra não se transforma simplesmente numa extensão esquecida da própria casa.